Testemunhos

“💮SOBRE DOBRAR A DOR E ENTREGAR AMOR!

Sou intensa. Sinto muito. E isso fez-me sentir que precisava de voltar ao Xamanismo. Sem saber porquê. Só sabia que precisava. Não estava bem e não conseguia racionalmente encontrar uma explicação.

Pedi ao universo por ti. Encontrei-te. Disse-te que já tinha feito um Curso de Xamanismo há cerca de 9 anos atrás. Disse-te que precisava da tua ajuda para me mostrares aquilo que eu não estava a conseguir ver.

Ao fim de quase 24 anos, através do teu Curso de Xamanismo e da tua Tenda Sagrada, a vida mostrou-me que eu carregava o fogo de uma raiva muito grande gerada pela minha incapacidade de enterrar as minhas filhas, e eu não estava consciente disso.

O Outono é aquela altura do ano em que as chuvas e o vento fazem cair as folhas das árvores. No Outono de 2021 a vida começou a fazer-me sentir aquilo que eu já sabia, mas ainda não tinha conseguido sentir na minha profundidade – é que as árvores perdem as suas filhas, tal como eu perdi as minhas.

Gradualmente as árvores ficam despidas, nuas, vulneráveis e expostas às forças da Natureza. Comecei a sentir-me em luto, como uma árvore, sem que a minha mente tivesse reconhecido o que me estava a acontecer.

Comecei a sentir que estava a retrogradar. Sentia que estava a reviver a minha vida, de há uns anos atrás, que estava a ser puxada para trás, como aquela pedra que é pressionada dentro daquele pedaço de borracha duma fisga e sentia que no final, iria ser projetada para a frente a alta velocidade. Eu sabia isso, porque sentia isso a acontecer em mim e à minha volta. Mas não conseguia perceber o porquê, por mais que tentasse. E eu tentei. Muito. E chorei. Muito.

Comecei a isolar-me gradualmente de dia para dia. Comecei a afastar-me e a afastar as pessoas da minha vida. Eu precisava disso. Sentia-me a sufocar. Pressionada pela minha mente, pelas expectativas que eu sentia dos outros, ou seja, pela vida que inconscientemente eu tinha criado lá atrás, no meu passado. Estava em luto, sem estar consciente disso.

Tinha acreditado ter feito todo o luto, por ter trabalhado toda a sua parte espiritual. Mas acabei por perceber, rendendo-me à evidência que no processo do luto, é essencial participar na celebração do fim do corpo físico, e eu estava em negação disso mesmo. Estava a viver a espiritualidade pela metade, a falsa espiritualidade.

A dor provocada pela raiva de não ter conseguido realizar o tipo de funeral e enterro a que a sociedade nos habituou, e a minha negação em viver essa experiência, levou-me depois de anos e anos de dor, a permitir-me viver a minha verdade. O fogo mostrou-me as minhas sombras, o que estava no meu inconsciente.

Eu não me identificava com os funerais não humanizados, frios e sem graça. Para mim o funeral tradicional das minhas filhas era algo impensável. Para mim, um funeral precisava de ser humanizado, teria flores, e poderia ter velas, mas seria na Natureza, com música e estariam todos vestidos de branco e não de preto. Um funeral deveria ser uma verdadeira celebração e partilha da dor profunda e simultaneamente do Amor também.

Enquanto também eu terapeuta, sei que partilhar a dor diminui o peso da própria dor. Para mim, os poucos meses de vida das minhas filhas tinham impactado apenas a minha vida, a do pai e talvez, talvez….dos avós e irmãos. Se um funeral é uma celebração da morte, como um lembrete do privilégio do que essa vida é e trouxe a cada dos que cá ficou, então só faria sentido celebrar com quem se escolheu partilhar a vida, na dor e no Amor. E foi exatamente isso que fizemos, já quase a acabar o Inverno de 2022 fizemos o funeral.

Convidámos os nossos três filhos vivos (idades: 22, 12 e 10 anos) e dois casais amigos… (surpreendentemente todos escolheram estar presentes!!!)… partilhámos TODOS a nossa dor e à medida que íamos falando e chorando, íamos TODOS também sentindo e vivendo o Amor.

No fim levantámo-nos do chão da sala de partilhas e fomos para o exterior, onde quase todos cavámos, aquela cova, que cada um teve a oportunidade de colocar o que tinha escolhido para simbolicamente enterrar algo físico e assim resignificar a própria dor.

Nós não enterrámos as nossas bebés, nascidas já mortas, elas estão vivas nos nossos corações, enterrámos sim, a dor causada pela raiva de não termos tido a coragem e a oportunidade antes… 

Hoje percebo que estávamos à tua espera… Branca! 😍

E esse resignificar da dor, que permite sentirmos cada vez mais o Amor, trouxe-me à consciência todas as mulheres e homens, que foram pais e não trouxeram os seus filhos para casa, independentemente se o aborto ou nado-morto foi provocado ou espontâneo, mas que efetivamente, fez quebrar essa ligação física parental.

Precisamos mesmo e com urgência de aprender a acolher a dor do outro ao invés de julgar os seus comportamentos, e esta certeza, faz-me questionar sobre a quantidade de casais, mulheres e homens a precisarem de parar, tal como nós cá em casa precisámos, e de terem um espaço e alguém que os ajude, como nós encontrámos em ti, para também fazerem um funeral diferente, uma cerimónia diferente, de serem acolhidos com amor,  para serem capazes de também acolherem as suas dores e celebrarem a partida, a morte de seus filhos, como uma forma terapêutica: de por um lado, aprenderem a celebrar a morte; por outro encararem o ato de enterrarem as suas dores, como uma necessidade emocional de resignificação da própria dor.

Fomos abençoados, por não termos sido postos à prova, perante o poder de escolher entre permitir ou não a vida delas. Porém temos consciência que muitos não têm a nossa sorte e escolheram, ou foram obrigados a escolher diferente.

Esses filhos precisam de ser reconhecidos, esses pais e mães ouvidos, e essas dores enterradas e resignificadas para que se libertem e voem de volta à vida, com alegria, como tu nos ajudaste, facilitaste e permitiste.

Neste início de Primavera, depois de tantos anos e todo um processo com altos e baixos, sentimos que estamos mais unidos e mais fortes do que nunca, cada um de nós individualmente, nós enquanto casal, nós enquanto pais, nós enquanto família.

Reconhecemos que a dor profunda, nos impediu de fazermos e estarmos mais presentes e atentos ao facto de que termos a nossa família, e cuidarmos dela, não é a mesma coisa, como o que sentimos hoje, que é o facto de sentirmos que somos uma família e só por isso, adoramos cuidar e apoiarmo-nos uns aos outros.

Todos nós somos seres em construção. Todos nós temos o poder de escolhermos enfrentar os medos, as dores, mudarmos e se necessário, recomeçarmos.

A ti Branca, gratidão enorme, por teres aceite o desafio e seres a Xamã que tanto meu coração pediu ao universo, para celebrar a linda e maravilhosa cerimónia fúnebre, na Natureza, com flores, velas, música e vestidos de branco… 🙏

Em Amor,”

Carla G.

“Uma mente em verdadeiro repouso atrai novas energias. Este é sem duvida o melhor local que conheço para o caminhante ganhar um novo fôlego. A neutralidade do espaço permite que várias forças trabalhem para o mesmo fim.”

Daniel Moreno

“Branca é a Luz que encontro no Humanlight, a manifestar-se nos seus vários tons: a cura, a descoberta, a aprendizagem, o crescimento, o autoconhecimento, a conexão, a novidade… Este espaço tem sido o «meu» ponto de encontro.”

Diana Ramos

“Acabo de fazer o curso de “Reiki”, nível 1 na “HumanLight”, ministrado pela Branca Amorim. As referências que tinha já eram muitas, contudo, tive o privilégio de frequentar um espaço maravilhoso, onde se respira tranquilidade, paz e harmonia, com uma excelente profissional.

Exigente, e profunda conhecedora de “Reiki”, Branca Amorim, é dotada de um humanismo impar e consegue fazer com que as sessões sejam de grande partilha, alegria e tranquilidade interna únicas. Branca Amorim, é deveras um contributo único para a sociedade e para o “Reiki”, em Portugal.”

Paulo Silva

“O percurso da nossa vida é, nem mais nem menos, do que um rio a correr por entre areia e pedras… alguns têm mais areia outros têm mais pedras!

Depois de contornar algumas pedras, descobri o caminho do positivo, o pensamento positivo, e lá vou levando a vida! Um dia de cada vez e uma pedra de cada vez, pacientemente!

Neste percurso encontrei um projecto que acolhi céptica mas positivamente, mais uma vez. E descobri que há pessoas que nos ajudam a ultrapassar as pedras e transforma-las em areia. Obrigada Branca!”

Lígia Soares

“O Xamanismo conduziu-me até ao Human Light. Lua após lua, fui-me identificando cada vez mais com o trabalho que aqui é feito e com a pessoa maravilhosa que é a Branca.

A minha passagem por este espaço, tem-me proporcionado grandes momentos de autoconhecimento, aprendizagem e partilha. Têm sido um contributo essencial à minha evolução espiritual e para o trabalho que me propus fazer nesta encarnação.

Grata à Branca e a todos os que aqui têm cruzado o meu caminho.”

Maria João Angélico

“Sempre que penso e referencio a Branca é como um exemplo de coragem, amor e sucesso.
Vi como a Branca tomou a sua vida, a abraçou e com a sua transparência e simplicidade procurou a sua verdade; e com isso ajuda os outros a fazerem-no também.

Na minha história pessoal, a Branca e a Human Light tiveram um poder fundamental. A certa altura, recorri a esta mulher, amiga e terapeuta. Após a sessão de terapia multissensorial, abri um portal de mim para mim e comecei uma nova étapa de autoconhecimento e “autoverdade”. Fiz o nível I e II de Reiki, que me permitiram aprofundar este processo de resgate de Mim, participei em alguns cursos e outras atividades no seu espaço, sempre com experiências enriquecedoras, em que os participantes sairam renovados, transformados e gratos.

A Human Light é um espaço, para mim, muito especial, sinto-me em casa, perto dos elementos, da Natureza. Basta-me uma visita de 5 minutos para me reconectar e sair de lá com mais força, confiança e gratidão.

Ainda hoje a Branca e a Human Light me acompanham em diversos momentos, pois basta-me um pensamento para que sinta a sua força. Gratidão por existirem! Estamos juntas!”

Mafalda Albuquerque

“A Branca foi e continua a ser uma facilitadora importante na minha vida e estou muito grata por isso. O seu trabalho é feito com seriedade, com muita responsabilidade, com a simplicidade e humildade que a caracterizam e sobretudo com muito amor. Para mim a Branca simboliza a energia da “mãe”: amor, cuidado, feminilidade, sabedoria.

Com ela trabalhei, não só em terapia mas também nas rodas de fogo, a minha criança interior, a minha auto-estima e também o meu enraizamento. Das primeiras mudanças em mim foi ter deixado de roer as peles das unhas e tornei-me mais consciente do meu processo espiritual, mais tranquila e confiante.”

Inês

“Tive conhecimento do espaço Human Light através de um artigo publicado na revista Zen.

As fotos de uma casa de madeira no meio da natureza captaram a minha atenção. Quando visitei o espaço rendi-me à sua originalidade e simplicidade. A energia era tão positiva que me senti logo bem neste espaço de ensinamento e partilha.

Já tive oportunidade de participar em algumas atividades e de fazer uma ou outra terapia, mas têm sido as Rodas de Fogo Sagrado, sempre diferentes, que se realizam durante a lua cheia, que mais me têm marcado, assim como as atividades relacionadas com o Xamanismo. Identifico-me com esta prática que evoca os elementos da natureza e tenho sentido benefícios na minha vida, tanto em termos de bem-estar como de evolução espiritual.

Deixo uma palavra de apreço e agradecimento à Branca pela sua disponibilidade e pelos conselhos valiosos sempre que mais necessitei. Estou certa de que continuará a inovar e a ajudar as pessoas que frequentam o seu espaço e que pretendem aprender e evoluir. “

Carla de Jesus

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