Os 2 Ingredientes da Ação Coerente

O quarto e último passo para finalmente assumirmos a liderança da nossa vida resume-se basicamente ao reconhecimento da nossa humildade perante o agir como uma alavanca potenciadora do sucesso que pretendemos na nossa vida.

Após os primeiros passos do movimento iniciado com o compromisso em ti mesmo, como te expliquei no artigo anterior, estamos agora perante um cenário de escolhas conscientes e criativas.

A concretização de qualquer desejo começa sempre pela intenção seguida duma ação.

Antes da ação em si, é preciso primeiro ter bem esclarecido dentro de nós… aquilo que somos e estamos a seraquilo que atraímos para nós e aceitar que a vida nos mostre o caminho da ação.


A maior força e coragem revelam-se na aceitação das nossas fragilidades: não existe coragem sem antes ter sentido o medo e não existe força sem antes ter vivenciado a impotência.


Quando de mãos dadas potenciam o milagre da aceitação de TUDO O QUE É - sem drama!



No entanto teimamos olhar apenas para parte da paisagem!

Porque é que será que apenas nos centramos no que não sabemos fazer?

Olá, eu sou a Branca, fundadora da Human Light e criadora do MFIB – Multiplicador de Felicidade Interna Bruta, e vou falar-te do passo 4 do MFIB – Ação.

Existem muitas teorias para te responder à questão anterior.

  • Uns dizem que tem a ver com falta de auto-estima…
  • Outros dizem que é por causa do medo de falhar…
  • Outros ainda atribuem a culpa à sociedade em que vivemos…
  • E por aí adiante.

Todas elas compreensíveis, mas há um pormenor que a meu ver falta neste tipo de informação, e passa por compreender a palavra “escolha”.

Precisamos primeiro que tudo compreender e aceitar que ESCOLHER é o equivalente a CRIAR!

Mesmo quando decides nada fazer, estás a fazer uma escolha, e crias um cenário de “estar quieto”, por exemplo. E está tudo bem na mesma, desde que assumas isso como uma escolha consciente, pois isso terá uma implicação óbvia na obtenção dos consequentes resultados.

Repara na imagem seguinte:

paisagem

Imagem retirada do livro “A Mente da Alma”, de Gary Zukav

Que conclusão tiras do que vês?

(Nota que a imagem da esquerda é apenas uma parte da imagem da direita…)

Quando escolhes ver apenas uma parte, estás a criar uma imagem limitada e incompleta daquilo que verdadeiramente é! E podes até estar a focar-te naquilo que menos interesse terá…

No exemplo visual acima, a imagem da esquerda poderá representar inação e ausência de conteúdo ou capacidades… quando na realidade o todo é algo completamente diferente e mais completo

Deste ponto de vista compreende-se facilmente como esta visão limitada nos mantém presos àquela questão anterior, do porquê nos centrarmos mais no que não sabemos fazer. Penso que concordas comigo agora que abrirmo-nos a uma visão dum EU TOTAL vai-nos levar a escolhas conscientes e consequentemente a uma ação criativa na nossa vida.

Como te vêem não é importante, mas sim como TU te vês e te sentes!

Nunca vais agradar a todos!

E muitas vezes não agradarás a ninguém possivelmente.

Cada pessoa vai percepcionar-te apenas e só da forma como ela é e se vê, e não como tu és na realidade!

Ao conseguires captar e integrar a tua realidade por completo, vais reconhecer as tuas limitações e apreciar as tuas capacidades. Porque aceitas e compreendes a diferença entre ter limitações e ser-se limitado.

E este é um ponto de extrema importância para que possas efectivamente entrar em ação.

Pois ao te permitires ter a visão global de ti mesmo, vais perceber a relação que existe entre as tuas escolhas e as tuas experiências, e aí já não crias as mesmas experiências para a tua vida, prevenindo-te de muitos dissabores que vens vivenciando até então.

Já Einstein dizia:


Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes



Caso te deixes levar pela visão limitada, ou pela visão do outro, vais certamente entrar em experiências que não serão as mais “certas” para o teu TODO, a tua vida, nem mesmo as que tu pretendes com as pessoas próximas na tua vida.

Então, para responder de forma provocatória à questão anterior…

Quando te centras apenas no que não sabes fazer vais  inevitavelmente chegar à frustração de ti mesmo…

E ficar à espera das melhores condições externas para que possas realizar o que pretendes apenas te vai levar a um único local onde certamente não gostas muito de estar – o imbatível muro das lamentações…

Por isso larga as “desculpas”, válidas apenas para o mental, e interminavelmente destruidoras para o teu próprio caminho!

Só o que te deixa tranquilo internamente vale a pena arriscar, por mais que isso te doa! A opção é sempre tua!

Para que esta questão do que é efetivamente uma escolha, e as implicações que isso tem em ti, tenha o efeito desejado para a concretização “correta” para ti, na tua vida, há dois conceitos que são importantes assimilar e esclarecer, dentro desta temática:

  • A assertividade…
  • E o desapego.

Importa salientar que assertividade não significa que uma pessoa está certa ou errada! Apenas significa que a pessoa comunica e defende o seu pensar/sentir com firmeza e respeito pelo outro, levando-a inevitavelmente a vivências mais alinhadas consigo mesma.

Quando escolhes baseado no que sentes saberás que estás “no teu caminho”, independente de encontrares muitas ou poucas pedras nesse mesmo percurso!

Assim…

Assertividade é manter fidelidade a quem és em todas as escolhas da tua vida.

 

E para que esta fidelidade possa ser constante e consistente, o desapego é uma ferramenta a usar neste percurso.

Para que o entendas, reflete comigo no seguinte…

Já te deste conta que na grande maioria das vezes passamos a vida a acumular coisas?

Na ilusão de que “TER” é que é bom, (sobre)vivemos a vida (pre)ocupados a colecionar coisas, pessoas, sentimentos, frustrações, desilusões…

É como se mais é que fosse bom

Aprender a largar é uma das mais poderosas ferramentas de atrairmos abundância em todos os sentidos.

Desapego é deixar que as coisas sejam o que elas são, sem que as queiramos controlar à nossa maneira…

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Quando comecei a aperceber-me melhor destes conceitos dei-me conta que eu estava a manipular a minha vida completamente… E foi muito enriquecedor conseguir tirar partido da aplicação de tudo isto na minha vida para finalmente poder usufruir de alguma ação consciente em mim.

O maior impacto que senti foi o deixar de sentir a necessidade de procurar validação fora de mim daquilo que eu fazia e decidia!

Isso e parar de me queixar, foi sem dúvida uma dos maiores obstáculos que ultrapassei para que pudesse concretizar sonhos que eu tinha apenas na minha almofada.

Lembro duma conversa que tive com um amigo e antigo colega da faculdade. Dois engenheiros a falar sobre a filosofia da vida…

Recordo-me que uma das frases que o meu amigo disse, e me ficou gravada, foi:

Não sei para onde vou, mas sei que vou!

Esta frase tão simples impactou-me porque de facto reflete um total desprendimento do supérfulo, das preocupações sem sentido, e duma total consciência que o controlo é algo a ficar de fora quando queremos seguir aquilo que sentimos verdadeiro e certo em nós.

Gary Zukav, no livro “A Mente da Alma” – que faz uma perfeita análise da ligação da nossa alma/essência/ser com a nossa vida prática, faz uma referência muito interessante sobre isto das escolhas. Ele diz:


Uma escolha inconsciente é uma reação. Uma escolha consciente é uma resposta.



E acrescenta…


Uma resposta é diferente de uma reação, porque ao responder estamos a distanciar-nos da perturbação, e depois escolhemos o que fazer…


Ao usar a vontade para escolher uma resposta, estamos a tomar uma opção consciente.



Na minha vida o maior benefício que obtive com esta tomada de consciência na ação foi a definição do meu próprio ritmo, e ajustá-lo à mecânica do  meu ser.

O que me trouxe:

  • Maior sensatez em todas as minhas escolhas
  • Ganho de tempo útil para a concretização

Para que tudo isto funcione é necessário abandonarmos a ilusão de que podemos controlar os acontecimentos da nossa vida…

Não é uma atitude passiva – é uma atitude ativa com o movimento da vida!

controlo

A imagem acima é forte mas propositada… Ela reflete exatamente aquilo que tu precisas fazer para que as escolhas conscientes sejam parte integrante do teu Eu Ativo!

Se queres realmente aplicar tudo isto na tua vida e obter os resultados que procuras, precisas aprender uma das maiores lições mais básicas no caminho interior do auto-conhecimento: preservar energia para quando ela é mais precisa.

Quando decidimos (re)conduzir a nossa vida com CONSCIÊNCIA TOTAL de cada ação realizada, cada (re)confirmação vale mais que um jackpot do euromilhões!

Como exercício, reflete no exposto abaixo (citando Gary Zukav):


O meu passado não é o meu futuro, a não ser que eu faça essa escolha!



Diz para ti mesmo as seguintes frases:

  • “As minhas experiências não se limitam ao que criei no passado”
  • “A qualquer momento posso escolher o futuro possível que irei trazer para a minha realidade.”

Anota as opções e decide em que medida tua decisão será diferente da próxima vez. A seguir imagina-te a tomar esta opção mais saudável e anota o que aprenderes.

Neste ponto que aparentemente parece muito simples, é onde muita gente “se espalha”, desculpem-me a expressão.

Exatamente porque vamos ter acesso consistente e verdadeiro a todo o trabalho feito até aqui, pois caso não tenha sido bem integrado e bem enraízado…

Poderás vivenciar em ti mesmo uma fraude. E é isso que leva muitas pessoas a não seguirem em frente na ação…

É por isso de extrema importância que tudo aquilo que falamos até aqui tenha sido bem trabalhado e integrado.

E mesmo não existindo nenhuma fórmula mágica para o sucesso…

A forma que tens para conseguires dar a volta às armadilhas que surgem em cada etapa, em especial nesta da ação, é praticares em ti e na tua vida escolhas conscientes a todo o momento sem com isso ficares agarrado aos resultados.

  • 1

    Viver escondido de ti...

    até pode parecer fácil e até podes nem te aperceberes disso.

  • 2

    Ficares à espreita na “zona de conforto”...

    até te pode aparentemente parecer mais seguro e até podes nem te aperceberes disso.

  • 3

    Olhares p'ra vida “lá fora”...

    até pode parecer que nada tem a ver contigo e até podes nem te aperceberes disso.

 

Mas de uma coisa tu um dia não escaparás… do TEU PRÓPRIO CONFRONTO!

E nesse dia vais perceber cada uma das situações que “controlaste” não sendo tu mesmo e irás querer SER TUDO AQUILO QUE ÉS, sem o “medo” do que os outros vão pensar e muito menos daquilo que a tua mente te vai criticar …

E ao chegares a este passo do MFIB o que vais obter é o acesso seguro a esse confronto sem que ele seja uma surpresa, porque estás a criá-lo ativamente com escolhas conscientes.

Repara na palavra cri-ação: criar ativamente, com escolhas conscientes!

Ao aplicares tudo isto na prática em ti, vais conseguir para a tua vida:

  • Ausência da dependência da validação dos outros.
  • Anulação da auto-queixa e manipulação.
  • Equilíbrio entre Inteligência Emocional, Cognitiva e Intelectual.

Nunca é demais lembrar que toda esta informação, e ferramentas conhecidas até agora nestes artigos, vais poder aplicar em qualquer situação na tua vida, seja em que área for.

Vais compreender a real importância de tudo quando um dia em conversa chegares à natural conclusão que afinal não tens problemas na tua vida, apenas situações/desafios!

O único senão que te alerto é o de não quereres dar isto como receita estática para outras pessoas, porque muito provavelmente elas estarem noutro ponto diferente do teu, o que as levarás a um estado de frustração maior…

Recorda que o teu ponto de vista é apenas a vista do ponto onde tu te encontras

E este é o aprofundamento do quarto e último passo do método MFIB, o processo do ação do Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

Um bem hajas por teres seguido atentamente todos os 4 artigos.

Até breve,
Branca

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