O Primeiro Passo para a Auto-Liderança

O primeiro passo para assumirmos a liderança da nossa vida é tomarmos consciência do nosso papel principal nas circunstâncias da nossa vida.

Quando o fazemos abrimos finalmente a janela para a mudança – simplesmente porque saimos do modo automático e somos capazes de tomar a decisão certa muito antes de os pequenos sinais de aviso escalarem para situações mais complicadas.

Tanto a nível financeiro, como de saúde, profissão ou relações pessoais.

A verdade é que é um tema bastante consensual, mas no entanto…



Porque é que será tão difícil deixarmos de fazer “o que a vida nos obriga” para fazermos o que verdadeiramente queremos?




Olá, eu sou a Branca, fundadora da Human Light e criadora do MFIB – Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

E em relação ao passo 1 do MFIB – Consciêncialização – trago-te uma pergunta:



Já te questionaste do porquê de estares sempre, vez após vez ciclicamente, a entrar em modo de piloto automático e com a sensação de que o filme da tua vida passou de interessante a assustador?




Recordo-me que em meados de 2008 tive uma sensação de estar a viver como a respiração inconsciente. Ela está lá mas nem dou conta dela… O que à partida pode não ser um problema, mas torna-se um desafio auspicioso pensar que não estou consciente e presente na minha vida!


O que me está a escapar???
Afinal, se é a minha vida, eu é que devia ser o ator principal dela e não os outros!



Como alerta divertido, costumo muitas vezes falar para as pessoas que me procuram que imaginem que vão ao cinema ver um filme cujo título é “O Filme da Vida da Joana”. E pergunto quem esperam que seja o protagonista do filme, e como é óbvio todos respondem “A Joana”.

Faço depois o paralelismo em relação à vida real de cada um de nós…

  • Estás mesmo a viver a tua vida ou a vida que os outros querem que vivas?
  • Ou estás demasiadamente focada(o) nos outros que te esqueces que TU és o único ator principal do filme da tua vida?!?!?!

o-filme-da-Joana

Reflete nisso e tira as tuas próprias conclusões!

É muito fácil, para a nossa zona de conforto, a nossa mente, ocuparmos a nossa vida a fazer tudo aquilo que achamos ser o correto e que está de alguma forma confortável com o que os outros vão pensar de nós, e em especial com a logística que os outros implicam na nossa vida.

No entanto, ao fazermos isso, estamos literalmente a tirar também o protagonismo do papel de personagem principal da vida dos outros, de cada um deles.

Isso é egoísmo, à custa do nosso (aparente) conforto!

Quando não estamos a seguir o nosso próprio guião, o sentimento que nos visita é de total desconexão com as cenas que se vão desenrolando, e o desinteresse é total! É mesmo tal e qual como quando vês um filme de amadores onde não encontras relação entre as imagens e a história…

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Em 2013 escrevi um artigo  que se encontra muito propício para esta temática.

Já todos nós em algum momento da nossa vida experienciámos o ressoar da voz numa sala grande, ou numa gruta… Achámos piada certamente e até brincámos com isso, dando pequenos gritos ou gargalhadas simplesmente para ouvir o retorno. E é algo facilmente compreensível e aceite por nós.

Tecnicamente, no âmbito da acústica e de processamento de sinal audio, “um eco é uma reflexão (fenómeno que corresponde à mudança de direção ou sentido de propagação física) de som que chega ao ouvinte pouco tempo depois do som direto… um eco verdadeiro é uma única reflexão da fonte de som”.

Pegando nesta descrição e levando para o tema que aqui quero abordar, facilmente percebemos numa simples frase o que é o eco da nossa vida – A VIDA É UMA CONSEQUÊNCIA DE NÓS PRÓPRIOS!

O retorno daquilo que emitimos

A fonte de som somos nós, e o eco é simplesmente o retorno daquilo que nós emitimos. O bizarro é que neste caso já nos custa aceitar que isso seja uma verdade…

Não há melhor forma de saber a nossa frequência interior do que perceber o que se passa à nossa volta, que situações atraímos no dia-a-dia, qual o perfil de pessoas que temos por perto, se o corpo físico está com algum mal-estar ou doença, etc.

Sabermos a diferença entre o que é importante/não importante e o que é urgente/não urgente, pois nem sempre percebemos que papel estamos a desempenhar.

Por exemplo, ao fazermos apenas o que achamos importante e urgente em simultâneo não nos damos conta que estamos a ser simplesmente bombeiros, ou quando nos dedicamos ao que é urgente, mas não importante estamos no nosso registo de stressados. Claro está que ambicionamos ser visionários, e para isso necessitamos exercer maior concentração no que é importante mas não urgente, e queremos estar longe do papel do irresponsável que é quando apenas fazemos o que nem é importante nem urgente!

Se te baralhei, observa a seguinte imagem e tira as tuas próprias conclusões.

A frequência que emitimos para o mundo ao nosso redor

Tabela 1 – A frequência que emitimos para o mundo ao nosso redor

No meu caso, quando me deparei com esta imagem pela primeira vez, tão simples e tão elucidativa, fiquei em pânico! Eu até sabia que eu era stressada… ou mehor, todos me acusavam de ser stressada…

Agora, ao ver a imagem acima e ao aperceber-me que ser stressada significava que a minha vida estava cheia de afazeres/coisas não importantes e urgentes, eu fiquei imóvel como se os meus músculos do cérebro tivessem entrado em colapso! Eu andava a viver literalmente para os outros! SOCORRO!!!

Uma boa reflexão para nos ajudar a perceber qual a personagem que estamos a desempenhar na nossa própria vida e como queremos que ela seja de verdade será tentarmos responder às seguintes questões espontaneamente, sem máscaras nem julgamentos nem os ‘se’ nem ‘mas’, para nós mesmos:

  • Qual é o meu estado mais frequente?
  • Como acordo de manhã?
  • Estou satisfeito com a minha vida, ou mudaria alguma coisa?

Sentirmos as respostas dentro de nós, pois são essas as que contam…

É muito importante a consciencialização do ponto em que nos encontramos na nossa vida, que é bem diferente de simplesmente ter consciência dos fatos da mesma…

No entanto esta é a fase mais difícil de se superar!

É muito difícil sair dum padrão em que nos habituamos a resolver tudo o que nos aparece para ser resolvido, porque foi assim que nos ensinaram. Digo “nos habituamos”, não só eu e tu, mas refiro-me ao nosso corpo celular, físico e mental.

E é por isso que aqui o desafio fica maior: conseguir dizeres às tuas células que mecanico-biologicamente reagem ao urgente e importante que a partir de agora queres que elas oiçam a ação para o importante não urgente pede de ti precisamente muita consciência de ti mesmo!

Por isso realço a importância da consciencialização.

Lembro que quando eu passava esta mesma fase do processo, a minha mente estava constantemente a criar barreiras e pensamentos de auto-julgamento destrutivos, misturados com sentimentos de culpa impostos… No entanto, quando aprendi a ignorar a mente e a deixar seguir a minha vontade de mudança, comecei a obter resultados, independentemente de poder ser vista (ou não) pelos outros como egoísta.

Como dizia o escritor Stephen Covey,


Precisamos decidir quais são as nossas grandes prioridades, e ter a coragem, com simpatia, sorrindo e sem desculpas, de dizer NÃO às outras coisas, e a melhor maneira de o fazer é tendo um SIM maior dentro de nós.



Após isso termos a humildade de nos perguntarmos:

  • 1

    O que estou realmente disposto a fazer?

Para que nos possamos responsabilizar pela co-criação da nossa vida, alcançando estados de auto-conhecimento (o que queremos de verdade) e auto-transformação (para que queremos), levando-nos inevitavelmente ao compromisso:

  • 2

    Quando vou efectivamente me comprometer comigo?

E, finalmente, à ação.

  • 3

    Sê uma pessoa determinada.

Este caminho deslumbrante está cravejado de espinhos, claro está, e depende da nossa determinação e vontade de os ir tirando um a um com todo o nosso amor pelo foco do que queremos para a nossa vida.

Um dos espinhos que mais difícil é de conseguir remover e que muitas vezes teima em se multiplicar é o tão falado “medo”!

No entanto, quero dizer-te que ele não passa de apenas um personagem intruso e mentiroso, pois ele apenas nos diz mentiras sobre nós, querendo a todo o custo vencer o nosso poder interior. Quanto mais resistirmos a ele mais obstáculos/bloqueios nos vão aparecer na vida. Podemos, por isso, usar a energia do “medo”, que de facto é poderosa, e convertê-la a nosso favor, tornando-a em mais energia para dobrar obstáculos!

Na minha vida, na minha experiência, este factor foi determinante para que eu começasse a conseguir ler o guião que me tinha sido concedido e não estava a conseguir ler…

Em todo o caso…

Seja o que foi que se passou até hoje na tua vida, jamais queiras apagar essas vivências!


Usa-as como trampolim para a tomada de consciência que precisas. É só isso que precisas fazer, numa fase inicial.

Respeita cada uma das tuas decisões e ações passadas, e não deixes que ninguém te venha julgar por elas.

Guarda e regista para que a tua mudança seja feita com bons alicerces e que a nova consciência que vais construir se erga em segurança.

Uma forma eficaz para o começo da tua tomada de consciência é munires-te da certeza da tua mudança, sem que os outros precisem saber exatamente do que se está a passar dentro de ti.

Se queres introduzir mudança proativa na tua vida, com resultados palpáveis, tudo que leste até aqui precisa ser implementado, experimentado para que consigas ganhar tração no processo!

Toma atenção… não te vou pedir meditação, que sei que neste ponto onde estás é pedir demais. A mim demorou meses até eu aceitar fechar os olhos e ouvir-me.

Então, fica simplesmente em contemplaçao para uma paisagem, ou um ponto, que te consigas focar de olhos abertos, e deixa os pensamentos fluirem, e tenta sentir o teu corpo.

É assim que aos poucos vais ganhar confiança em ti e em tudo o que sentes, sem atribuíres qualquer tipo de julgamento ou culpa, e principalmente auto-flagelação.

No final do início desta tomada de consciência, mesmo sem nenhum tipo de resultado concreto na tua vida práica, vais ganhar o seguinte:

  • Pontos a somar na tua auto-confiança
  • Motivação por viver
  • Alegria por teres descoberto que afinal tu tens um papel importante

E toda esta informação, e ferramentas que entretanto tu foste descobrindo, e se calhar nem te deste conta, vais poder usar sempre em qualquer situação na tua, seja em que área for.

Vais perceber a validade disto tudo quando por exemplo estiveres entre amigos e fores conseguindo percecionar o processo deles também, o que por si só te vai mostrar a tranquilidade com que irás socializar.

A única coisa que peço é uma atenção especial para o deslumbramento.

Porque como vais verificar que afinal tudo é tão simples, podes cair no erro de passar por cima de muitos processos importantes, internos e externos. Por isso, acalma-te em todo o processo.

E era isto que eu tinha para te falar acerca do primeiro passo do método MFIB, o processo da consciencialização do Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

Até já e bem hajas por teres lido até ao fim!
Branca

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1 Comment

  • Marta

    Reply Reply Dezembro 10, 2015

    Olá Branca….
    é isto.
    Obrigada.
    Marta

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