Da Responsabilidade à “Responde-habilidade”

O segundo passo para assumirmos a liderança da nossa vida é a fidelização de nós mesmos perante a responsabilização das circunstâncias da nossa vida.

A seguir ao alívio de finalmente encontrarmos uma resposta para os eventos repetitivos na nossa vida costumamos ser assoberbados de uma sensação de impotência perante esses mesmos eventos.

Como se já soubéssemos porque é que as coisas são como são…
Mas não conseguimos fazer nada para que elas (realmente) mudem.

E – muitas vezes por questões de subsistência – vemo-nos numa situação de decisão quase-impossível e resignamo-nos às mesmas situações do passado.

A solução para esta sensação de impotência é a responsabilização, que se pode resumir na lenda abaixo (autor desconhecido):


Havia um grande trabalho a ser feito
e TODOS sabiam que ALGUÉM o faria.


QUALQUER UM o poderia ter feito, mas NINGUÉM o fez.


ALGUÉM se zangou... porque era um trabalho de TODOS.


E TODOS pensaram que QUALQUER UM o poderia fazer,
mas NINGUÉM imaginou que TODOS não o fizessem.


No fim, TODOS culparam ALGUÉM
quando NINGUÉM fez
o que QUALQUER UM poderia ter feito.



Olá, eu sou a Branca, fundadora da Human Light e criadora do MFIB – Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

E em relação ao passo 2 do MFIB – Responsabilização – peço-te que olhes para a imagem abaixo:

ate-quando

Pergunto-te:

  • O que ela te faz sentir?
  • Estás farto(a) que te digam para seres mais responsável?
  • Estás cansado(a) da tua própria pressão para seres “o melhor”?
  • Sentes-te sem nenhuma solução?

E se eu te disser que não precisas ser responsável!?! E se eu te disser que a tua maior e única responsabilidade na vida é seres honesto contigo mesmo!!?!

A vida apenas pede que a sintas e te movas com ela, numa aventura de escolhas sem te excluíres delas, arriscando sem te riscares da aventura!

Vale mais 1g de prática que 100Kg de teoria

Lia num livro do Neale Donald Walsh esta frase:


De que adianta saber que as chaves do nosso carro desapareceram se não estamos dispostos a ir à procura delas?



De facto, pouco adianta sermos muito conhecedores de muitas teorias, se nem tentamos aplicá-las na nossa vida. Se tens algo que queres mudar, mexe-te e sai da inércia!

Ficar à espera não resolve…

O que normalmente “assusta”, temos tendência para fugir disso para evitarmos conflitos, zangas, mas acima de tudo para evitarmos o confronto com a própria realidade.

Então, por experiência eu te digo que ao invés de evitares o que te incomoda ou disparatares em reação…

Experimenta enfrentares de frente e com um coração inocente.

Isso irá certamente prevenir aquele enjoo na barriga que tantas vezes sentes quando pensas no que queres fazer e não fazes.

Recordo-me que me senti assim durante anos a fio, sem perceber patavina do que estava a acontecer comigo. Percebi muito mais tarde que eu esperava demasiado da vida, através dos outros e que nada eu fazia com responsabilidade por mim mesma. Isso apenas se refletiu em desculpas intermináveis das circunstâncias em que me encontrava e “facilmente culpava” os outros por isso… é o que se chama empurrar com a barriga as nossas frustrações…

Então, quando não assumimos a responsabilidade de tudo o que estamos a vivenciar na nossa vida é tão certo quanto 1+1=2 que vamos atrair para nós apenas e só tudo aquilo que não queremos, e corremos um sério risco de morrer sem nunca termos vividos.

Costumo dar o exemplo do “frigorífico”! 🙂

Quando se vai de viagem é comum trazer-se aquelas recordações pequenas de cada país ou cidade para colocar na porta do frigorífico. Ai que lindo não é?!?!

O que quero que penses com este exemplo, aparentemente idiota, é porque é que esse pequeno objeto fica literalmente “colado” na porta do frigorífico? Resposta mais que fácil… Mas deixa recordar.

Sem muitas explicações aprofundadas, esse objeto tem em si uma parte com características magnéticas que também se encontram na porta do frigorífico. Ou seja, são atraídos por características semelhantes. Fácil de perceber, certo?

Então, pensa que tu és um íman e tudo o que “colar” em ti tem exatamente as mesmas características que tu tens dentro de ti!…

Assustador?!?! Verás mais à frente que não! É libertador!

Preciso esclarecer um conceito muito importante antes de avançar neste artigo.

Responsabilização não significa punição!

O conceito de responsabilidade que abordo neste segundo passo do MFIB baseia-se na frase seguinte que em inglês soa melhor, pelo trocadilho que se consegue na semântica:


Leave the respons-ability… Live the RESPOND-ability!



Traduzido à letra, e mesmo que a última palavra não exista em português: “deixa a responsabilidade e vive a respondabilidade”.

O que quero dizer é que responsabilização significa deixar o fardo da culpa, da acusação do que devia e não devia, para um estado de compreensão da resposta que damos em função do que recebemos e consequente transmutação.

No decorrer deste processo, do segundo passo do MFIB, aprenderás a viver de ti para ti, respondendo literalmente à vida, e não reagindo a ela.

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Para que percebas melhor o que te digo queria aqui fazer um paralelismo, que gosto imenso de fazer e que uso muitas vezes para explicar estas temáticas aos meus filhos.

Nós temos o hábito de nos vermos como uma entidade singular, mas na verdade o nosso corpo  é composto por muitos bilhões de células vivas individuais. Espantoso, não é?

Sabemos que cada célula tem uma função muito importante no nosso organismo e que se uma delas falha a sua função, mais cedo ou mais tarde teremos problemas de saúde ou qualquer tipo de distúrbio.

Agora vamos fazer uma análise microscópica e vamos entrar dentro do corpo. Cada célula é como um cidadão numa grande comunidade, com muitos bilhões de habitantes numa população que faz o corpo.

Fiquei super feliz quando encontrei um cientista, e biólogo, famoso que num documentário fez exatamente a mesma comparação. Comecei a usar ainda mais este exemplo comigo mesma, com o meu corpo. E então de repente comecei a ouvir dentro de mim estas questões:

  • Tens por hábito falar com o teu corpo?
  • Tens por hábito ouvir o teu corpo?
  • Sabias que ele está em constante comunicação contigo?
  • Sabias que ele te alerta e avisa de muitas situações que podias evitar?

Foi uma espécie de surpresa para mim, e ainda meia tonta com aqueles pensamentos aquela vozinha na minha cabeça continuava…


Ele grita tantas vezes e tu simplesmente insistes nas mesmas coisas, martelas na teimosia da rigidez de pensamento…


Da mesma forma que tu te manifestas no mundo "contra" algo que não gostas na sociedade, também as tuas células, os teus órgãos, o fazem contigo!


Não é irritante quando o teu patrão não ouve as tuas necessidades?



Agora imagina uma engenheira metida à sabichona, ainda apenas numa fase inicial de auto-conhecimento, a ter estas “vozes” na cabeça…

Pois é!!! Redimi-me à minha humildade e resolvi aprender com isso. Afinal, uma vez ouvi um professor meu da faculdade dizer que “um engenheiro é aquele que sabe desenrascar-se em qualquer situação”. Que frase sábia e útil para esta situação!

Então voltando ao nosso exercício… As tuas células são “individualidades” que se juntam em grupos (órgãos) para se manifestarem sobre aquilo que não está bem! Não é fantástico!?!?

E mais maravilhoso ainda foi, como disse atrás, ter encontrado literatura duma grande descoberta dum cientista, biólogo celular, que transcrevia na íntegra o que eu tinha constatado.

Falo do corajoso Bruce Lipton, que deixou para trás as suas crenças e ensinamentos da medicina e foi à descoberta de algo fascinante.

Ele diz que quando lecionava medicina, ele ensinava o dogma convencional que os genes são programas que controlam a nossa vida. Algo que lhe ensinaram também… “é genético, não há nada a fazer…”

O que ele veio a constatar após anos de pesquisa e laboratório, a algo que ele veio chamar de Epigenética, é que…

Os genes não controlam a nossa biologia!

Ele descobriu que o destino da célula é determinado pelo ambiente onde está inserida, ou pela percepção do mesmo.

Ele conta numa entrevista a experiência que validaram com a seguinte história, entre muitas outras obviamente:


Quando, por exemplo, aparece cancro numa família, imediatamente analisamos a genealogia dessa família e encontramos o marcador desse cancro na família, e dizemos - é genético, se corre na família tem de ser o gene do cancro.


O que deixaram de fora foi o estudo que revela que quando são adotadas crianças em famílias que têm cancro, a criança adotada é também propensa para aquele tipo de cancro, como QUALQUER criança daquela família.


Mas o fato interessante é que a criança vem de uma família de uma genética diferente que nem sequer tem aquele tipo de cancro.


Diz-se, então, que ao ser introduzida numa dinâmica familiar, que é onde se aprende a percepção de Crenças e Atitudes, é o que dá forma ao cancro, e não a genética como dizem.



(nota comparativa metafórica provocadora: o planeta é uma grande comunidade com cerca de 7 bilhões de pessoas – número pesquisado no google)

Claro que fiquei completamente fascinada com a descoberta e fui investigar mais a fundo, e encontrei outros cientistas a dizerem coisas parecidas e outras descobertas complementares, tal como por exemplo Masaru Emoto e a descoberta que ele fez com as moléculas da água.

Imediatamente empenhei-me mais ainda na aplicação disto tudo em mim mesma.

Eu tinha-me tornado num laboratório ambulante de pesquisa e experiências. Parecia um osciloscópio em constante alternância!

E os resultados que obtive foram totalmente em acordo com o que tinha pesquisado. Comecei a entender a “razão” do meu cancro, as causas que a ele estavam associadas, bem como às doenças da minha mãe e meu pai, e aí percebi certos padrões que me fizeram sentir a minha responsabilidade e capacidade de alterar isso em mim!

Maior resumo que tirei de tanta informação:

Errar conduz-nos a portais para a descoberta.

liberdade

Jamais te culpabilizes pelos erros (teus e dos outros). Aceita que para se acertar precisamos errar algumas vezes, tal e qual na ciência. Este é fluxo a seguir…

Há muito mais para lá do que a vista alcança

A aparência das coisas, das pessoas, das situações, são muito mais do que o que se vê à partida… Não julgues pelo que vês, não te entusiasmes e nem te limites pelo que a vista te mostra… Observa antes as atitudes e ações, que mostram tão bem aquilo que não se “quer mostrar”, e que muitas vezes nem se tem consciência!

Esta é a vantagem do auto-conhecimento e de nos empenharmos na nossa paisagem interna!

Tenho observado ao longo dos últimos anos que as pessoas preferem andar de muletas (de alguém) a terem que usar as próprias perninhas

Temem que não consigam, porque acham que as pernas estão fracas, e isso mesmo sendo até factual, na verdade passa a ser uma tremenda duma descarga mental desculpatória da constante não atividade…

  • E se descobrem que afinal só têm uma perna?
  • Não será muito mais benéfico saber a verdade?
  • E se descobrem que afinal estão mais fortes que nunca?

Já Henry Ford dizia:


Quer acredites que és capaz, quer acredites que não és capaz, tu tens sempre razão...



Então, porque não experimentar?!

Todos nós vivemos a maioria das vezes segundo as nossas emoções que geram atitudes (ou não) que nos fazem acreditar que estamos a fazer o “certo”. No entanto importa refletir que nós não somos as emoções que sentimos nem as atitudes que tomamos.

Então precisamos apenas com paciência procurar conhecer as nossas necessidades internas para que consigamos concentrar a energia onde ela é mais necessária para o nosso crescimento seja interno seja externo, no nosso dia-a-dia.

Tem momentos que precisamos saber parar,
para decidir por onde queremos seguir.

Nem sempre temos que subir…

Muitas vezes na garra da força da vida superamos obstáculos, subimos montanhas, que parece que não têm fim, e lá continuamos a sorrir e agarrados à determinação. No entanto há alturas que o melhor é parar, tomar fôlego e se auto-observar.

Não se perde a garra por isso, não se perde a coragem, não se perde a determinação pelo contrário, ganhamos raízes na nossa persistência do que sentimos ser certo e respiramos a envolvente do percurso que vamos palmilhando para que nos mantenhamos sempre no momento presente…

Parar não é desistir!
Parar dá-nos a visão da reavaliação dos recursos.

Esta percepção de tamanha liberdade emocional é o que obténs no final do processo da responsabilização, acrescido de:

  • Leveza mental
  • Consciência corporal
  • Atitude proativa

E mais uma vez, como te disse no outro artigo da Consciência, toda esta informação, e ferramentas que entretanto tu vais descobrindo, e que agora já te começas a dar conta, vais poder usar sempre em qualquer situação na tua vida, seja em que área for.

Vais perceber a validade disto tudo quando por exemplo um dia ao constares um mal estar no teu corpo tiveres o seguinte pensamento “o que é que isto me está a querer dizer”?

O único alerta que te deixo é que vai guardando ainda apenas para ti estas descobertas… quando muito para com os teus amigos mais próximos e mesmo incondicionais, senão corres o risco de seres visto como um extremista! 🙂

E era isto que eu tinha para te falar acerca do segundo passo do método MFIB, o processo da responsabilização do Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

Até já e obrigada por mais uma vez teres lido até ao fim!
Branca

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1 Comment

  • Carla Cerejo

    Reply Reply Julho 8, 2016

    Branca,

    Sou grata por este testemunho.
    De alguma forma, também eu tenho vindo a sentir a necessidade de mudança.

    Beijinhos, Carla.

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