A Equação para o (REAL) Compromisso

O terceiro passo para assumirmos a liderança da nossa vida é o reconhecimento da nossa independência perante o compromisso de sabermos dizer “não”, sem acedermos ao drama.

Depois de termos ultrapassado a barreira da impotência e confusão angustiante – o passo #2 do MFIB – eis que chega o momento de finalmente iniciarmos movimento em nós mesmos rumo à tão esperada concretização.

É aqui que normalmente surge realmente o medo e a hesitação, pois é agora que teremos que largar todas as expectativas e qualquer dogma/crença que esteja impregnado na nossa mente e no nosso corpo celular.

É como quando chega o dia daquele exame médico que tanto te apavora, mas sabes que o tens que fazer, mas mesmo assim o medo da agulha, do desconforto do que tens que tomar  e do resultado estão latentes em ti.

Sabes que tem que ser…

Mas… ai o medo!

No entanto… VAIS! Porque sabes que precisas do resultado desse exame para ficares mais tranquilo…

Porque será que hesitamos tanto e nos deixamos levar por um medo que sabemos à partida que é tempo perdido!?!

Olá, eu sou a Branca, fundadora da Human Light e criadora do MFIB – Multiplicador de Felicidade Interna Bruta, e vou falar-te do passo 3 do MFIB – Compromisso.

A resposta à pergunta anterior é a seguinte:


Ficamos presos à hesitação porque somos invadidos por intermináveis dúvidas na nossa mente… e que depois nos faz projetar medos, muitos deles que até já nasceram connosco (por algum propósito até) e tantos outros que são extrapolados e literalmente criados na nossa mente.



É ou não é?

Deixa-me dizer-te uma coisa…

A única coisa que terás sempre na tua vida serão dúvidas!

No entanto, não tens por isso que estar em análises constantes e tomar posição de produtor de filmes assustadores, pois aí perderás o discernimento do sentir… e apenas e só porque abriste a porta para as intermináveis personagens mentais…

Alerto-te:

  • Não penses que ter sempre a certeza de tudo é sinal de firmeza e determinação!
  • Não te massacres e nem te forces para manter a mesma versão das coisas que dizes apenas porque receias que te julguem porque os teus sentimentos e pensamentos são como ondas do mar, inconstantes, que vão e que vêm… apenas porque és tu mesmo.
  • Não queiras ser perfeito e ter sempre razão!

Ter dúvidas é natural! Faz parte do movimento da vida! A perfeição está em aceitar a inconstância! Nada na natureza é fixo!

Se te permitires fluir sem resistências saberás identificar mudanças necessárias…

flexibilidade

Cruzo-me com muitas pessoas que se dizem fiéis a certos conceitos que lhes foram transmitidos em gerações anteriores, e muitas vezes vendo que já não funcionam na própria vida têm dificuldade e muita resistência em aceitar novas abordagens.

Aceita o conhecimento como algo orgânico. Jamais estático!

Faz pensar quando somos crianças no primeiro ano da escola e que aprendemos a somar e a subtrair e já nos sentimos grandes sabedores da matemática. E ainda nem ouvimos falar da multiplicação e divisão! Lindo, não é?

Eu penso que é o que está a acontecer nesta nossa sociedade: as pessoas agarram-se a verdades absolutas que muitas vezes não são nada mais que obsoletas!

Não temos que rejeitar o que já aprendemos ou que nos ensinaram. Isso foi útil até então… Mas devemos estar abertos a aprofundar conhecimentos mesmo que isso pareça muito confuso, conforme é a multiplicação e a divisão para uma criança no primeiro ano escolar.

Eu acredito que muitos conflitos se resolvem apenas com esta humildade!

E podemos até brincar com o que acabei de dizer e chegar à seguinte equação matemática para este terceiro passo do MFIB:

Compromisso = (Total Liberdade x Total Responsabilidade) ÷ Cada Um

Recordo-me do meu primeiro emprego aqui na Maia, numa empresa de material elétrico, onde a minha função era promover os produtos junto dos gabinetes de projetos, engenharia e arquitectura.

Depois de terminar o curso, tinha apenas dado aulas na universidade, a convite, o que tinha sido dentro do meu ambiente desde há 5 anos, em Vila Real. Então este emprego aqui no Grande Porto, colocou-me num estado interno de muito nervosismo por diversas razões: estava numa empresa só de homens e ia visitar clientes na sua maioria homens, e estava numa cidade que não conhecia nada… e tinha apenas 24 aninhos.

Imaginam o meu stress, a minha hesitação e os meus medos?

Nestas alturas o que queremos mesmo é que alguém nos mande fazer e nós executamos, para nos sentirmos mais seguros…

Mas não foi isso que me aconteceu…

Para aumentar o meu stress na altura, o meu primeiro chefe, contratou-me segundo este slogan “Total liberdade –  Total responsabilidade”.

Ele acreditava que as pessoas deveriam ser livres de gerir o seu tempo desde que o que era pedido fosse feito. Fantástico, digo hoje!

E que grande chefe esse que na época conseguiu atingir os objetivos que a empresa pretendia e possibilitou-me gerar um compromisso  comigo mesma e que no final eu estava completamente satisfeita e sem pressão, mesmo com todos os medos iniciais!

Engraçado como isso faz um maior sentido se levarmos isso para a nossa auto-consciência.

Adquirir maior liberdade em ti é fundamental para que vivas segundo aquilo que TU ACREDITAS E SENTES.

Sem ficares condicionado pelos outros nem limitado pelas crenças.

No entanto, ser livre pressupõe um maior compromisso de ti para ti e para o mundo! Normalmente associam compromisso com ser-se responsável, sendo alguém que cumpre o que lhe mandam ou o que é suposto segundo as “normas”, mas na verdade não é nada disso

Estar em compromisso (contigo) é:

  • Estar consciente que o desafio vai muito além de seres apenas um cumpridor dos teus “deveres”
  • Ser responsável assumindo tudo aquilo que ÉS na liberdade de te exprimires ao mundo e em especial a TI!
  • Saber respeitar o que sentes em detrimento do que a tua mente diz!

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A Nossa Sombra

Para que consigas compreender melhor o que te estou a dizer, preciso falar-te dum conceito muito importante a ter em cosideração neste passo do processo do MFIB. Falo-te da tua própria Sombra! Sim!!!

A sombra são todos aqueles aspetos que nós vamos reprimindo ao longo da vida, e que muitas vezes repetimos sem nos darmos conta do ciclo vicioso, vamos rejeitando lidar com isso e resolvemos ir guardando nas nossas células, muitas vezes num reservatório chamado “fígado” e “intestinos”, e tantas outras vezes noutros locais.

Há quem lhe chame também o “lado negro”, mas eu prefiro o conceito de sombra.

Porque se torna mais fácil de nós a identificarmos em nós sem gerar aquele estigma que é algo muito maléfico.

Na verdade é algo muito destrutivo se nos deixamos engolir por ela mas…

 Ao enfrentar a sombra o nosso consciente começa a ter a necessidade de aceder ao inconsciente para que o processo se faça mais harmoniosamente.

Quando me deparei com este conceito, quando li o primeiro livro acerca da temática, fiquei completamente espantada com a força que a sombra tem, em especial quando constantemente ignorada.

Percebi em mim a quantidade de vezes que ela já se tinha expressado e que eu nunca tinha percebido a sua verdadeira identidade, e a quantidade de dissabores que eu já poderia ter evitado…

Ao longo das experiências que fui fazendo em mim comecei a ter alguma ternura por ela e uma espécie de serenidade começou a tomar conta de mim…

E já não reagia a esse tipo de situações, levando-me automaticamente a um estado com muito menos carga emocional no dia-a-dia.

Lembro-me quando eu estava constantemente em reação e disparatava com tudo e todos. Estava tão certa de mim naqueles tempos de que os outros é que estavam a provocar-me e a fazer coisas que eram (a meu ver, cego) completamente imperdoáveis, e de total incompetência.

Ao integrar a minha sombra, percebi o quão “errada” eu estava em relação a mim mesma…

E o quanto essas reações eram um grito num volume muito alto para eu parar e começar a cuidar das mágoas e raivas que carregava comigo…

Alguns autores falam sobre sobre isso, mas gosto especialmente do livro “Efeito Sombra”, da Debbie Ford. Ela explica na perfeição o conceito da sombra.

O livro deu origem a um documentário, e nele há um outro autor – o Mark Victor Hansen – que diz assim:


Ignorando um padrão destrutivo, você destrói a si mesmo. Se não limpar a casa, terá problemas



No documentário explicam que o que escondemos com mentiras, dos outros e de nós mesmos… é o lado escuro que tentamos evitar.

A sombra manifesta-se de várias formas: beber demais, passar cheques sem fundo, comer bolo à noite depois de três dias de dieta, ver pornografia enquanto a mulher cozinha, etc.

A tentação é a distração e o fingimento de nada estar errado.

Debbie For explica que tudo aquilo que nós não queremos ser e abominamos, é precisamente a nossa sombra. E é por isso que é tão importante conhecê-la, e cuidá-la sem julgamento.

Normalmente as pessoas que expressam um moralismo excessivo (quase hipórita) são as que têm uma sombra mais escura e profunda.

Um exemplo da sombra é o caso do Carlos Cruz (o apresentador)… verdade ou não, não estou a julgar nem isso importa para o caso, mas repara como uma pessoa que é tão conhecida pela sua boa índole de repente vê-se num escândalo destes…

Isto é a sombra! Todos a temos! Daí a importância de a conhecermos, percebermos e ter a amabilidade de lidar com ela..

Não lidar com ela é como manteres um felino selvagem fechado num compartimento… quando abrires a porta ele vai saltar em cima de ti!

Segundo o I-Ching (livro das mutações),


Somente quando tivermos a coragem de enfrentar as coisas tal e qual elas sejam, sem nenhum auto-engano ou ilusão, é que surgirá uma luz ao fundo do túnel para as tuas circunstâncias de vida, pela qual reconheceremos o caminho para o êxito.



 

Percorrer o caminho.

Percorrer o caminho é diferente de conhecer o caminho.

Querer saber o tempo todo onde será o teu destino é um desperdício de tempo/energia valioso para viveres o que a vida te proporciona no percurso atual.

Acreditar em ti mesmo é tão vital quanto o ato de respirar.

Assim como aceitar todas as partes de ti, em especial aquelas que tu mais escondes…

Especificamente, no meu caso, quando integrei a minha sombra obtive:

  • Compaixão pelas minhas mágoas
  • Serenidade diária, mesmo com altos e baixos
  • Melhoria muito significativa nas minhas relações pessoais

Para que tudo funcione dentro da tua mecânica interna, basicamente só precisas parar de fazer resistência e minimizares o impacto.

A natureza dá-te todas as ferramentas… Só tens que te permitir usá-las.

sapo

Para que obtenhas os resultados que tu queres, para ti, sugiro que pesquises sobre o documentário e tires as tuas conclusões.

Entretanto toma nota do seguinte:


Para lembrar quem tu és, precisas esquecer quem disseram para seres.



E para isso precisas escolher a ti e por TI – extamente um compromisso!

Isto vai levar-te a uma evidência difícil de aceitar pela mente:

Nem sempre o que é naturalmente certo para ti é o “normalmente” certo e legitimizado…

E é importante referir que “normalmente” vem da palavra “norma” : um conjunto de preceitos e regras que determina o que deve ou não ser… algo habitual conforme a regra estabelecida…

E naturalmente vem do que simplesmente É: algo próprio, da natureza… que não tem artifício, composto ou mistura… que não foi criado pelo Homem!

Percebes bem a diferença?!?! Como vês, não é tão complicado assim.

Há uma música do Rui Veloso que a dada altura diz…


Contigo aprendi uma grande lição, não se ama alguém que não ouve a mesma canção...



Retira a parte romântica da coisa, e sente se não faz sentido na temática que te estou a falar.

Não te podes amar a ti mesmo se não estiveres comprometido contigo mesmo, nem com todas as partes de que tu és feito!

É importante que uses o saber como ferramenta exploratória e não como uma imposição discriminatória!

Não é por leres livros de auto-ajuda que a tua vida vai mudar! E não é por recorreres a terapias que a tua vida vai equilibrar…

Todo o conhecimento é sempre bem-vindo e muito útil, mas de nada serve se não o explorares na tua própria vida, e de nada serve se não assumires o compromisso de perceberes internamente tudo o que influencia diretamente a tua vida!

Nunca estarás num beco sem saída,
pois caminhos terás muitos, sempre!

No entanto cabe APENAS E SÓ A TI tomar a decisão pelo qual seguir e teres a certeza firme que esse será sempre aquele que melhor te serve no momento em que estiveres!

E não esqueças que cada um de nós é um mundo sem fim de caminhos, de experiências…

Aceita o desafio!

Deixo-te uma metáfora, como exercício, de Anthony de Mello.

A Águia Dourada

Um homem encontrou um ovo de águia e o colocou debaixo da galinha que chocava seus ovos no quintal.

Nasceu uma aguiazinha com os pintos e com eles crescia normalmente.

Durante todo o tempo a águia fazia o mesmo que faziam os pintinhos, convencida de que era igual a eles.

Ciscava, ia ao chão buscando insectos e pipilava como fazem os pintos, e como eles, também batia as asas conseguindo voar um metro ou dois porque, afinal de contas, é só isso que um frango pode voar, não é verdade?

Passam anos e a águia ficou velha…

Certo dia, ela viu, riscando o espaço, num céu azul, uma ave majestosa, planando, no infinito, graciosa, levada, docemente, pelo vento sem nem sequer bater a asa dourada.

A águia do chão olhou-a com respeito e logo, perguntou ao seu amigo:

“Que tipo de ave é aquela que lá vai?”

“É uma águia! É rainha”, diz-lhe o amigo, mas é bom não olhar muito para ela pois nós somos de raça diferente, simples frangos do chão e nada mais.

Daí por diante, então, a pobre da águia nunca mais pensou nisso, até morrer convencida de ser uma simples galinha.

Entendeste a mensagem?!?! Compromete-te com a tua verdade, a tua verdadeira e original essência e só assim voarás!

Vejo muita gente de sucesso que passam a imagem de pessoas seguras e confiantes de si mesmas mas que na realidade não se conhecem minimamente.

Na verdade…

Há uns anos largos atrás, eu fui uma dessas pessoas e as consequências dessa aparente certeza trouxe-me muitos dissabores e (des)ilusões…

Passamos pelo que temos que passar, sem dúvida nenhuma, mas quando conseguimos abrir a mente para dentro de nós e conseguimos limpar as teias de aranha e pó gerados pelo nosso auto-abandono temos o primeiro impacto com o verdadeiro sucesso – o auto-reconhecimento daquilo que somos, sem o ruído do exterior.

Citando Francis Bacon,


Triste destino é o homem morrer conhecido de todos, mas desconhecido a si mesmo



A base para uma boa harmonia na sociedade e nas relações interpessoais é a boa comunicação! Sem isso é impossível manter qualquer tipo de relacionamento num estado saudável

O maior problema que verifico é que as pessoas não ouvem para compreender mas apenas para responder…

Como se estivessem sempre em modo “auto-defesa”

Isto gera um sentimento interno destrutivo, invisível para o consciente mas permanentemente ativo ao nível celular…

E é com base no constante alerta na tua vida que obténs o feedback necessário que te vai permitir estar sempre no processo, sem angústia ou frustração.

Ao seguires estas dicas que te venho falando, vais conseguir para a tua vida:

  • Plenitude e tranquilidade nas tuas relações interpessoais
  • Maior assertividade nas tuas decisões
  • Interdependência nas tuas atitudes, com foco e independência

Novamente repito que toda esta informação, e ferramentas que entretanto já tiveste acesso, vais poder usar sempre em qualquer situação na tua vida, seja em que área for.

Vais perceber a validade disto tudo quando por exemplo deixares de acusar qualquer fator externo a ti sobre qualquer situação mais desafiante pela qual estejas a atravessar.

Como observação, sugiro que todo este processo seja integrado sem grande euforias, pois caso contrário corres o risco de cair de novo no drama e ficas preso numa armadilha, levando-te de novo à dependência…

E este é o aprofundamento do terceiro passo do método MFIB, o processo do compromisso do Multiplicador de Felicidade Interna Bruta.

Com a tua determinação em teres seguido os artigos até aqui, estou certa que nos vemos no próximo.

Até breve,
Branca

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